terça-feira, 31 de maio de 2011

Paixão: A possibilidade de passar pelo sofrimento sem sofrer

Por Ariovaldo Ramos

Jesus, o Cristo, passou por um sofrimento enorme e sem precedentes, desde que, antes da fundação do mundo, se esvaziou, assumindo a forma de servo (Fp 2.5-7), o que foi manifestado na cruz, por amor de nós (1Pe 1.18-20).
Jesus Cristo passou pelo sofrimento, mas, sem sofrer! Isto é, Jesus passou pelo sofrimento, mas, não conjugou o verbo sofrer.
Quando a gente conjuga o verbo sofrer, a gente traz o sofrimento para o espírito, a gente passa a se definir pelo sofrimento. A dor física e a tristeza, inerente ao sofrimento, passam a ser a identidade da gente. A vida passa a ser uma lamúria e a gente passa a se definir a partir do sofrimento por que passou ou passa, carregando-o para sempre como uma carteira que se mostra quando se quer falar de si.
Jesus nunca se permitiu a isso, diante da tristeza frente à truculência do sofrimento, e à traição e abandono dos seus alunos, ele continuava a afirmar que a sua vida ninguém tomava, ele a entregava para a reassumir (Jo 10.17,18). Era ele quem partia o pão e distribuía o cálice da nova aliança (1Co 11.23-26). Ele, e não o sofrimento a que se submeteu, é que estava como sujeito de sua história
Jesus, por causa desse protagonismo nunca negociado, pode dizer, no momento de dor e de abandono mais intensos: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem.” (Lc 23.34) – a frase que sustenta o Universo.
Se Jesus tivesse conjugado o verbo sofrer, amaldiçoaria aos seus algozes e à toda a humanidade. A tentação de conjugar o verbo sofrer, de tornar o sofrimento na sua identidade foi vencida por Jesus o tempo todo; ele sempre manteve a sua identidade fundamentada em seu relacionamento com o Pai: “…sabendo este que o Pai tudo confiara às suas mãos, e que ele viera de Deus, e voltava para Deus, levantou-se da ceia, tirou a vestimenta de cima e, tomando uma toalha, cingiu-se com ela”(Jo 13.3,4)
Que boa notícia: a dor e a tristeza, inerentes ao sofrimento, não têm, necessariamente, de tomar o espírito e redefinir a identidade de quem passa pelo sofrimento! E, depois da queda, viver é passar pelo sofrimento, porque este foi, por nós (Gn3.17), tornado o ambiente onde toda a história se desenrola.
O mais triste, quando o sofrimento se torna a identidade da gente, é que tudo e todos passam a ser julgados ou analisados a partir do que se entende ter sofrido.
A reação da gente passa a ser, sempre, reação àquele sofrimento que sequestrou a identidade da gente, qualquer ser humano, o outro, desaparece, vira algoz ou salvador, mesmo nunca tendo participado do que sofremos, ou, mesmo que tenha sido instrumento de Deus na vida da gente algum dia, inclusive, nos ministrando ou socorrendo no momento do sofrimento. Nada mais isenta o próximo, todo mundo estará sob “júdice” , e, como disse o compositor: “Qualquer desatenção, pode ser a gota d’água.” A gente passa a gostar do martírio!
Na Paixão, Jesus, o Cristo, nos demonstra como passar pelo sofrimento mais atroz sem conjugar o verbo sofrer. Nos ensina como sofrimento algum pode nos roubar a identidade, nem tirar de nós o privilégio e a responsabilidade de ser o sujeito da nossa história. Aleluia!


Fonte: http://www.pulpitocristao.com/2011/05/paixao-a-possibilidade-de-passar-pelo-sofrimento-sem-sofrer/

segunda-feira, 23 de maio de 2011

As coisas pequenas


Por Charles Spurgeon
Somos incapazes de realizar o mais humilde ato da vida cristã, se não recebemos de Deus o vigor do Espírito Santo. Com certeza, meus irmãos, é nestas COISAS PEQUENAS que geralmente percebemos, acima de tudo, a nossa fraqueza. Pedro foi capaz de andar sobre a água, mas não pôde suportar a acusação de uma criada. Jó suportou a perda de todas as coisas, porém as palavras censuradoras de seus falsos amigos (embora fossem apenas palavras) fizeram-no falar mais amargamente do que todas as outras aflições juntas. Jonas disse que tinha razão em ficar irado, até à morte, A RESPEITO DE UMA PLANTA.
Você não tem ouvido, com certa freqüência, que homens poderosos, sobreviventes de muitas batalhas, foram mortos por um acidente trivial? John Newton disse: "A graça de Deus é tão necessária para criar no crente a atitude correta diante da quebra de uma louça valiosa como diante da morte de um parente querido". Estes pequenos vazamentos precisam dos mais cuidadosos tampões. Nas coisas pequenas, bem como nas coisas grandes, o justo tem de viver pela fé!
Crente, você não é suficiente para nada! Sem a graça de Deus, não pode fazer coisa alguma. Nossa força é fraqueza - fraqueza até para as coisas pequenas; fraqueza para as situações fáceis, bem como para as complexas; fraqueza nas gotas de tristeza, como também nos oceanos de aflição. Aprenda bem o que nosso Senhor disse aos seus discípulos: "Sem mim nada podeis fazer" (João 15.5).

segunda-feira, 16 de maio de 2011

O conceito bíblico de família



Por Josivaldo de França Pereira


O adjetivo “bíblico”, no referido tema, subentende que nem todo conceito de família é segundo a Palavra de Deus. O conceito de família pode ser definido entre “o bíblico” e “os outros”, ou, mais precisamente, entre o conceito bíblico e o não-bíblico.
O conceito de família de nossa sociedade pós-moderna caminha na contramão do ensinamento bíblico. Segundo a Bíblia, uma família é formada de pai, mãe e filhos. A família é uma instituição divina, isto é, algo idealizado e criado pelo próprio Deus. Em outras palavras, a família é uma “invenção” de Deus, e não do ser humano; portanto, permanente e imutável. Em Gênesis 1.27,28 está escrito: “Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou. E Deus os abençoou e lhes disse: Sede fecundos, multiplicai-vos...”.
Para a sociedade hodierna, o conceito de família é meramente cultural e, portanto, mutável de acordo com a “evolução” do ser humano com o passar dos tempos. Na concepção moderna permissiva, uma criança tem uma família ainda que essa mesma criança possua “dois pais” ou “duas mães”. Por mais que a tendência deste mundo seja cada vez maior para o conceito cultural de família, segundo a Bíblia, duas pessoas do mesmo sexo não formam um casal, ou seja, não compõem uma família de verdade. De acordo com a Escritura Sagrada, não existe casamento entre duas pessoas do mesmo sexo (Lv 18.22).
O casamento deve ser entre um homem e uma mulher. Para quê? Conforme a Confissão de Fé de Westminster, “O matrimônio foi ordenado para o auxílio mútuo de marido e esposa, para a propagação da raça humana por uma sucessão legítima, e da Igreja por uma semente santa, e para evitar-se a impureza”

Contudo, o matrimônio, além de ser entre um homem e uma mulher, é necessário que seja indissolúvel. Indissolubilidade não significa que o casamento é literalmente indestrutível, no sentido de que nada poderá extingui-lo. O casamento é indissolúvel quanto ao ideal divino, conforme relatou Moisés em Gênesis: “Disse mais o SENHOR Deus: Não é bom que o homem esteja só: far-lhe-ei uma auxiliadora que lhe seja idônea” (Gn 2.18). “Por isso, deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne” (Gn 2.24). “Portanto”, disse Jesus, “o que Deus ajuntou não o separe o homem” (Mc 10.9). Um casamento desfeito não faz parte do propósito de Deus.
Vivemos a época da banalização matrimonial. A maior evidência dessa banalização está na aprovação de leis que facilitam dissoluções de casamentos por quaisquer motivos. E também já não é preciso esperar tanto tempo para uma separação judicial. Entretanto, a Bíblia diz que Deus odeia o divórcio (Ml 2.16). O casamento, e não o divórcio, é que faz parte do propósito original de Deus para a família (Mt 19.4-9).


segunda-feira, 18 de abril de 2011

Cristãos queimados na Costa do Marfim

Por Renato Vargens...

Estudos realizados por diversas instituições têm apontado que atualmente há mais mortes de cristãos do que na época do Império Romano. Uma delas é a Enciclopédia Cristã Mundial afirma que, só em 1998, mais de 156 mil cristãos foram martirizados no mundo. Estima-se que 164 mil foram executados em 1999. Quase 170 mil perderam a vida em 2000 e, em 2005, mais de 200 mil foram mortos. E as projeções para 2010 falam em mais de 240 mil mártires ao redor do mundo.

De acordo com a Interpretação Anual do Megacenso Cristão, feita por David B. Barrett e Todd M. Johnson, mais de 70 milhões de cristãos em todo o mundo já foram mortos pela fé que professaram desde Estevão, o primeiro mártir.

Aproximadamente 550 cristãos são assassinados todo dia. Isso equivale a 23 mártires por hora, ou seja, um herói da fé é morto a cada 3 minutos. E os números continuam aumentando.

E nesta lista não estão os milhares que todos os dias são perseguidos, têm seus bens confiscados, são separados da família, aprisionados e torturados e que, apesar de tudo, não chegam a ser mortos por sua fé, apesar de nunca negarem a Cristo.

O vídeo abaixo mostra o assassinado de cristãos na Costa do Marfim, onde de forma cruel crentes em Jesus são queimados vivos.

Pois é, diante disto, fico a pensar na doutrina das sementes propagadas por Murdock e Malafaia. Fico a pensar na compra de aviões e jatinhos, além é claro da vida nababesca pregada e divulgada pelos profetas das prosperidade no Brasil e na América.

Verdadeiramente os dias são maus.

Oremos irmãos!

Com lágrimas nos olhos!

Renato Vargens

terça-feira, 12 de abril de 2011

VOCÊ AINDA ACREDITA EM DEUS?

Por

“Disse o néscio em seu coração: — Não há Deus...” (Sl 53: 1).
“Tu és terrível! E quem subsistirá à tua vista, se te irares?” (Sl 76: 7).


Não! Não se assuste: eu não me tornei ateu. A pergunta expressa no título é retórica, e eu poderia deixar o esclarecimento dela somente para o final deste texto. Mas...
Acontece que é frequente ouvirem-se muitas pessoas que afirmam de modo categórico: — Eu acredito em Deus. Não há quem não tenha ouvido — ou falado — isso.
É também verdade que as gentes não são muito interessadas no “sabor” das palavras: usam-nas como quem se alimenta do trivial, sem dar atenção ao tempero ou ao preparo que elas merecem. Palavras têm sabor, têm cheiro, causam efeito no leitor/ouvinte.
Não cultivo o hábito de ter nos dicionários uma fonte inequívoca dos significados (e esse não é, de fato, o papel deles), uma vez que eles não impõem significados; orientam-nos na direção aproximada dos diversos sentidos. O “sabor” das palavras se marca pelo contexto em que se empregam. Por isso, atrevo-me a pôr em discussão o emprego do verbo acreditar no lugar do crer.
Que sentença evidencia melhor o sentido de alguém se curvar à hegemonia divina:acreditar em Deus ou crer em Deus? O Dicionário Gramatical de Verbos, na edição de 1992, coordenada por Francisco da Silva Borba, aponta significados bem próximos para ambos os verbos.
Dentro do que interessa a este assunto, pode-se aceitar a informação de que os dois verbos requerem um sujeito experimentador (aquele que afirma por experiência pessoal). Assim, considera-se indiferente a noção primeira atribuída a “crer” ou a “acreditar” em Deus.
Levando-se em conta, entretanto, o sabor e o matiz das palavras, pode-se dizer que “acreditar” signifique “dar crédito”, “apoiar”, “avalizar”; atitudes que, definitivamente, não se aplicam ao Deus Todo-Poderoso. Deus não precisa do crédito humano!
Por outro lado, “crer” denota que a fragilidade do experimentador confia na supremacia do Criador, além de expressar a mais absoluta dependência dele.
Quem acredita apoia, dá um voto, põe-se na posição de agente de um processo; assume ares de independência. Já o que crê confia de modo absoluto; assume atitude subalterna, espera com segurança, na certeza de que há poder naquele em quem deposita a crença.
À vista do exposto, fica fácil distinguir que as pessoas submetidas ao senhorio divino costumam declarar sua crença em Deus; isto é, creem apoiados na fé inabalável, porque esperam dele, confiam nele, aguardam as decisões dele. Um dos maiores exemplos da crença em Deus é o salmista Davi. Ele diz: “Pereceria, sem dúvida, se não cresse que veria os bens do Senhor na terra dos viventes” (Sl 27: 13).
Os que não colocam em Deus a sua total confiança vão, no máximo, dizer que “acreditam”: dão algum crédito ao Todo-Poderoso, e o seu crédito é, em geral, volúvel: passível de outras orientações. O Senhor Jesus aplicou o verbo acreditar (no sentido de apoiar, dar crédito) quando orientou: “E, então, se alguém vos disser: Eis aqui o Cristo, ou: Ei-lo ali, não acrediteis." (grifo meu). (Mc 13: 21).
De um modo geral, os que acreditam em Deus estão a um passo de se incluírem na sociedade dos néscios. Por isso, eu CREIO em Deus. E você?
Com relação ao uso das palavras, é bom desistir do “tanto faz”. Sempre haverá diferença importante.

Visite o blog do Professor Tavares... http://prof2tavares.blogspot.com/