A medida que o tempo passa, a sociedade muda seus paradigmas. A tirania do mercado impõe a necessidade do consumo para todos. A supervalorização do consumismo em um mundo dominado por aqueles que detém os meios de produção é estimulada obrigatoriamente a toda sociedade. Quem não consome não faz parte do sistema. Já não basta apenas ter dinheiro, é preciso capitaliza-lo. Assim, somos engolidos insanamente por esse rodomoinho de compra e venda de mercadorias. O pensar que determinava a existência segundo Descartes, é substituído pela demência do consumo. O "quem não deve não teme" foi trocado por "quem não deve não existe", pois essa é a lógica do mercado financeiro. As pessoas se tornaram meros números de cartão de crédito e seus códigos de segurança.
Pense nisso.
Ass. Jony Bigu - que evitou usar o cartão de crédito pois, ainda tem dívida do ano passado.
sábado, 21 de julho de 2012
quinta-feira, 19 de julho de 2012
A marcha é para Jesus?
Por Gutierres Fernandes Siqueira
A pergunta acima é chata e até meio batida. Mas,
infelizmente, sempre é necessário perguntar diante de um evento evangélico:
isso é mesmo para Jesus? O fim de tal compromisso é a Glória do Senhor ou a
promoção de um nome qualquer? A pergunta nasce, pois um dos grandes pecados da
Igreja Evangélica Brasileira é a vaidade.
Nesta semana esperei horas no estacionamento do hospital o
meu pai sair do pronto-socorro, pois era permitido apenas um acompanhante.
Enquanto ele fazia exames, eu ouvia rádio evangélica. Meu Deus, mas que
experiência terrível! O meu pai saiu com perspectiva da cura e eu saí doente.
Ao ouvir o rádio eu escutava musiquinhas com dizeres: "O pastor Fulano de
Tal é ungido pelo Espírito Santo", "o pastor Fulano é um grande homem
de Deus", "o pastor Tal abala o inferno", "eu recebi a cura
nesta igreja santa"... E eu fiquei abalado com tanta modéstia. Mas não
podemos falar de modéstia sem mencionar a Marcha dos seis milhões.
E a Marcha pra Jesus? Ou seria a Marcha para os Hernandes?
Ou o festival da promoção do ego de alguns líderes? Eu fui na Marcha em 2007.
Sim, era divertido. Houve um lado lúdico. Mas também era um circo de horrores.
Muitos estavam interessados em mostrar a "força dos evangélicos para a
Rede Globo" diante das denúncias que a Revista Época, anos antes, tinha
publicado sobre o casal. Na época ambos estavam presos na Flórida por tentarem
enganar a alfândega norte-americana com uma falsa declaração de dinheiro em
espécie.
Eles, coitados, eram vítimas de uma conspiração das
Organizações Globo, das autoridades americanas e do Ministério Público. Um
pastor "infeliciano" chegou a declarar que o lindo casal de Deus
estava perseguido pela pregação do Evangelho. Era de doer tanta bobagem dita em
apologia ao casal Hernandes.
Na época eu conheci dois membros da Renascer. Eram ótimas
pessoas, mas desprovidas de qualquer conhecimento básico do Evangelho. Em
compensação, eram ótimos e preparados defensores do casal. Não eram
coitadinhos, pois sabiam articular boas apologias. Mas um deles, por exemplo,
acreditava que a Igreja Católica tinha matado Jesus! Quando a tese dele foi
contestada ele perguntou: - Mas não foram os romanos?
Voltando a modéstia encontramos os organizadores da Marcha
dizendo que a edição 2012 reuniu seis milhões. Será que metade da cidade de São
Paulo estava lá? Com os dados científicos do Instituto Datafolha descobrimos
que a Marcha reuniu um pouco mais de 335 mil pessoas.
Mas sejamos justos, pois a megalomania não é exclusividade
do "apóstolo" da Renascer. A Parada Gay de três milhões de pessoas
não passou de 270 mil, segundo o mesmo Datafolha. Militantes costumam ser
exagerados, fundamentalistas e, não raro, se julgam o centro do mundo. E,
também, por que a prefeitura de São Paulo mantém a Parada Gay na Avenida
Paulista? Se você não conhece São Paulo, a Avenida Paulista é uma importante
ligação para cinco grandes hospitais, entre eles o Hospital das Clínicas.
Portanto, falar em seis milhões quando o público não chegou
em 400 mil pessoas é somente uma pequena amostra da vaidade pura e simples.
Isso nada tem com a glória de Deus.
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terça-feira, 17 de julho de 2012
Evangélicos estão menos vinculados às igrejas: dado nada animador.
O crescimento do número de evangélicos no país foi
acompanhado pela expansão dos fiéis que transitam por mais de uma igreja ou que
não têm vínculos com nenhuma instituição. O fenômeno, observado por
pesquisadores da área, foi detectado também pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia
e Estatística), que divulgou em junho dados do Censo 2010 sobre a religiosidade
dos brasileiros.
A pesquisa mostrou que, ao serem questionadas sobre sua
religião ou culto, 9,2 milhões de pessoas (4,8% da população) responderam
simplesmente ser evangélicas, sem citar nenhuma igreja específica. Em 2000,
foram pouco mais de um milhão. Como os recenseadores não fazem perguntas
adicionais, não é possível saber se de fato todo esse contingente frequenta
mais de uma igreja, se frequenta só uma ou não frequenta nenhuma.
"A oferta de igrejas aumentou muito, e elas já não
exigem aquela adesão irrestrita do passado", diz Edin Sued Abumanssur, do
Departamento de Ciências da Religião da PUC-SP.
O demógrafo José Eustáquio Diniz Alves, da Escola Nacional
de Ciências Estatísticas do IBGE, aponta ainda que, atualmente, parte dos
evangélicos já não frequenta nenhuma igreja.
"Assim como há os católicos não praticantes, hoje
existem os evangélicos não praticantes", compara.
Para explicar o fenômeno, há várias hipóteses: desde a
decepção dos fieis com a igreja que frequentavam até os custos elevados da vida
religiosa, passando pelo aumento do individualismo e pela busca por mais
autonomia.
Ao mesmo tempo, tem se tornado mais comum a tentativa de
evangélicos de ocupar o espaço público. "É algo relativamente recente,
porque eles sempre foram minoria. Agora que estão tendo mais expressão, querem
obter mais visibilidade", diz Abumanssur.
Fonte: Denise Menchen, na Folha de S.Paulo. Vi no
Cristianismo Radical http://juberdonizete.blogspot.com.br/
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sábado, 7 de julho de 2012
Adorando a Deus ou a nós mesmos?
Por Josemar Bessa
Quem está sendo adorado em nossos cultos? Hoje é comum o
pensamento de que o propósito do culto é entreter, animar... A idéia não é
adorar a Deus maravilhados no temor santo de Sua graça infinita manifestada em
nós por amor a Cristo. O culto deixa assim de ser a agitação de todas as
afeições santas produzidas em nós pelo Espírito através da revelação plena de
Sua Palavra.
Não! As pessoas se reúnem muitas vezes para consumir,
sentar, desfrutar de uma experiências musical, achar um pouco de auto-ajuda e
conselhos para interesses próprios não centrados e nem com o propósito de
glorificar a Deus. A mensagem deve ser não ofensiva ao ego sensível, não deve
gerar desconforto... As pessoas estão ali para consumir como o fazem em
teatros, cinema...
Quais são as razões pelas quais a grande maioria das pessoas
escolhem onde congregar? Sequer pensam em escolher por causa da pregação das
Escrituras que o levem de fato conhecer a Deus mais e mais... escolhem por
fatores externos estranhos ao evangelho. A avaliação tem os mesmos aspectos que
teriam ao se avaliar um restaurante... O ambiente, as luzes, a música, o
ar-condicionado... ou um clube, ou um shopping... que tipo de rapaziada tem lá,
que tribo frequenta...
Essa mentalidade abraçada nada mais é que um culto a si
mesmo. E hipocritamente uma igreja profana chama isso de um culto “sensível” –
Sensível a quem? Quando o objetivo de uma igreja é auto-congratulação ela se
tornou idólatra e presta serviço e culto a si mesma e não é mais dirigida pelo
mandamento de adorar somente a Deus. O foco está em si mesmo o culto se torna
sessões psicológicas cujo principal propósito é gerar bons sentimentos sobre
nós mesmos – O que é isso senão idolatria? A violação do primeiro mandamento?
Esta realidade está devorando a “igreja” de nossa geração” –
Perdendo o foco de que Cristo é tudo, começamos a perguntar tudo o que podemos
encontrar fora dEle que faça a vida satisfatória.
A verdadeira adoração é prestada a um Deus Santo! O que nos
leva sempre a reconhecer que somos merecedores do inferno e que segundo tão
somente a graça, pelo sangue de Cristo podemos entrar na presença desse Deus
santo. Do começo ao fim adoramos o Deus da graça. Portanto a verdadeira
adoração é uma perda de toda confiança em si mesmo e vendo somente a obra de
Cristo como a centralidade do que somos, vivemos, e que se expressa em nosso
culto, ou nosso culto é uma farsa.
Quando acreditamos que devemos ser satisfeitos em vez de
Deus ser glorificado em nossa adoração, colocamos Deus abaixo de nós mesmos,
com se a adoração e o culto fosse algo para nós e não para Deus.
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domingo, 27 de maio de 2012
Porque as pessoas mudam tanto de humor no Facebook?
Por Jony Bigu
Atualmente o Facebook é a rede social que mais uso. Não tenho
muito amigos, mas sempre estou trocando ideia com companheiros da faculdade, da
igreja e da escola onde trabalho. Fico observando as várias postagens e o que
impressiona é o comportamento instável de vários usuários. Em instantes o
humor muda totalmente. Assim, geralmente começa com uma saudação calorosa,
postagens engraçadas, pensamentos de motivação e coisas do tipo. Em outro
acesso, frases ou imagens que mostram um lado tristes dessas pessoas. Mas
porque será que isso ocorre? Será mesmo que a vida das pessoas é marca por essa
mudança de polos tão extremamente?
Acredito que nesse mundo cibernético as pessoas se
encontram na contradição seguida, mas pouco conhecida. Elas tem vários amigos
que lhe acompanham, compartilham, curtem e etc. Todavia, essas mesmas pessoas
sabem que ninguém do outro lado vai compartilhar realmente a sua dor. Pois o
egoísmo de muitos o faz com que as pessoas não de envolvam com as tristezas dos
outros. As pessoas vão para as redes sociais como entretenimento e não
quem ficar tristes com outras coisas. Quem está triste sabe disso, todavia age
como se não soubesse e se transforma eu seu próprio emotion.
Ass. Jony Bigu que não é bipolar, mas sorrir e chora como qualquer um.
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