sábado, 18 de abril de 2015

Não concordo com o meu pastor; o que faço?

Por Jony Bigu

Essa é uma pergunta que costumo receber.  Geralmente é feita por jovens. Antes de responder, é necessário observar uma série de questões. Nossos jovens estão cada vez mais pragmáticos, e a resposta que eles geralmente querem ouvir é “procure outra igreja!” ou “faça isso ou aquilo”. Eles querem uma solução mágica para resolver seus problemas. Refletir e pensar não são tarefas das mais desejáveis. Geralmente, procuro responder pautado nos seguintes argumentos.

1 – Em que você discorda de seu pastor?
Percebo que grande parte das discordâncias é resultado de apenas um conflito de ego. Geralmente, os conflitos não envolvem questões fundamentais da doutrina cristã. São questões periféricas ou questões que envolvem a administração da instituição. Grande parte dos testemunhos de racha em igrejas é resultado disso. Parece-me que questões políticas e administrativas ganham mais peso que a comunhão, que deveria ser uma das principais marcas da igreja. Indico o bom livro É proibido do pr. Ricardo Gondim. Para questões doutrinárias fundamentais, indico o livro Cristianismo puro e simples de C. S. Lewis, texto de ideal conservador, mas que serve de parâmetro para discutirmos inúmeras questões.
2 – Sua igreja não é apenas seu pastor.
Sei que a figura pastoral é fundamental na igreja, mas ela não é tudo. Existe uma série de outras coisas que merecem ser observadas como: seu ministério pessoal (falo ministério como pratica de serviço e não cargos ou coisa do tipo), seu testemunho ao mundo e entre os irmãos da igreja.

O diálogo continua sendo o principal elemento de conciliação. É necessário que ambas as partes saibam dialogar. Se a mudança de instituição for realmente a única saída, pois isso está causando um prejuízo espiritual irreparável, tenha certeza que Deus agirá em favor disso. E quando esse momento chegar será inevitável a sua saída. O ideal é você estar atento para a voz de Deus pois, se for necessário, de alguma forma Ele claramente falará: “sai dela povo meu!”. Enquanto isso continue lutando em favor do bem de sua comunidade. Fomos chamados para isso: lutar pela igreja.


quarta-feira, 8 de abril de 2015

Não! Nós não somos igreja!

Por Jony Bigu

Desde pequeno, minha mãe sempre se preocupou em me levar para a igreja. Com o passar do tempo e com a leitura da bíblia, comecei a compreender que a verdadeira igreja é constituída de pessoas e não de paredes. Aprendi que a humanidade é o elemento mais importante que um CNPJ. Dizer que somos igreja é uma verdade. Uma verdade que se aprende na prática e não na pregação de muitos templos.
Dizemos que somos igreja, mas fazemos questão de anunciar o nome de nossas instituições religiosas.
Dizemos que as pessoas são o que temos de mais importante, mas não paramos de nos preocupar com as questões administrativas do patrimônio material da instituição.
Dizemos que a verdadeira igreja é invisível e espalhada por todos os cantos da Terra, mas fazemos questão em dizer que nossa denominação é melhor que as outras.
Dizemos que a igreja deve ajudar a sustentar os mais necessitados, mas na prática fazemos justamente o contrário, pois são os pobres que sustentam as organizações religiosas.
Dizemos que cremos no sacerdócio universal, mas fazemos questão de venerar pessoas iguais a nós e damos a eles glória que não lhes pertence.
Cristo falou que nós somos igreja, mas fazemos questão em negá-lo com nossas práticas. Para nós, o templo é igreja. Ou entendemos errado, ou eu não sei o que somos. Somos qualquer coisa, menos igreja.